“Um bárbaro-monge-pirata que dança como macacos e quer ser imortal... Mas que porra de aberração é que este gajo me foi inventar...?”
Foi basicamente esta a minha reacção quando me foi apresentada a personagem “Sidgahrd”.
Nope... não gostei... não gostei mesmo nada!
Por um lado estava a gostar do Paladino, e enquanto DM sou sempre altamente resistente a trocas de personagens a meio das campanhas. Por outro lado, olhava para a personagem e via uma aberração que se vestia com roupas finas, mas que depois andava a roubar o espólio dos adversários à frente de todos, enquanto apanhava brutas bebedeiras e fugia quando os combates não lhe corriam de feição.
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“Mas que porra de aberração é que este gajo me foi inventar...?”
Foi basicamente esta a minha reacção quando me foi apresentada a personagem “Sidgahrd”.
Nope... não gostei... não gostei mesmo nada!
Por um lado estava a gostar do Paladino, e enquanto DM sou sempre altamente resistente a trocas de personagens a meio das campanhas. Por outro lado, olhava para a personagem e via uma aberração que se vestia com roupas finas, mas que depois andava a roubar o espólio dos adversários à frente de todos, enquanto apanhava brutas bebedeiras e fugia quando os combates não lhe corriam de feição.
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“Mas que porra de aberração é que este gajo me foi inventar...?”
O background tinha 14 páginas! Sim, 14! E das poucas coisas que eu tinha para me guiar era a vontade da personagem ser «imortal» - algo que a nível 5 é inconcebível.
Foi uma tremenda dor de cabeça. Eu notava que o Gengibre não estava a gostar de jogar com a personagem, notava que não estava a ser bem recebido pelo grupo, e eu não sabia muito bem o que fazer quanto a esta aberração. Não me parecia que as coisas fossem correr bem. A dada altura, o Gengibre começou a hesitar quanto à personagem. Disse-me que queria trocá-la, e perguntou a minha opinião. Eu sou sempre contra trocar personagens, e bato sempre o pé aos jogadores que me vêm com estas ideias, mas neste caso em particular, eu próprio rezava a todos os deuses de Faerûn para que o Gengibre mandasse a aberração ir embora. Obviamente não lho disse. Mantive sempre a minha postura séria de DM, e a minha consistência.
“Sabes que eu sou contra a troca de personagens. Essa decisão é somente tua, e não pode jamais passar por mim.”
Em resposta, o Gengibre decidiu manter o Sid, e interiormente eu pensei: “Raios...”
Mas, por intervenção divina de Moradin, as coisas começaram a mudar. A personagem começou a ter dimensão, começou a revelar espírito e a ter o seu espaço no grupo. Tentei pensar numa forma de lhe procurar uma “imortalidade por fases”, introduzindo o fast healing, à qual se seguiu a triste ideia do “Chá dos Uthgardt” – a qual confesso que foi talvez a pior ideia de toda a minha não-muito-longa “carreira” de DM. Eu próprio não sabia ao certo onde é que o “chá” e os seus rituais de “awakening” iriam levar, mas tinha a certeza que era uma ideia que não me agradava. Felizmente, o Alex, oportunamente, surgiu com a ideia do sangue dracónico, talvez mais cliché, mas tendo em conta o espírito da campanha em particular, fazia todo o sentido.
E quem é “Sidgahrd, O Implacável”, agora a nível 10?
Barbarian 1 / Chaos Monk 9
STR 14
DEX 16 (18 gloves of dexterity +2)
CON 14
INT 13
WIS 16 (20 periapt of wisdom +4)
CHA 11
HP 70+
AC: 21 (10+ 4dex +1monkclass +1ring+5wisdom)
Saves: Fort11/Ref11/Will12
Grapple: +19 / Trip:+10
Flailing strike: 60% +14/+14/+14/+9 ou 40% +14/+9
Damage: 2d8+1d8 (tattoo) +5 (+2 Str +2 bracers +1 cold)
Fast healing: 2
Peripat of Wisdom +4
Gloves of Dexterity +2
Potion belt com 6 potions of mage armor
Ring of Gorm Gulthyn (ring of protection vs evil)
Thunder Tattoo
Bracers of Magic Fang +2
Ring of Light
Foi uma extensa e inesperada caminhada para este monge, idolatrado pela população de Everlund e pelos anões dos Silver Marches. O Sid é actualmente uma das personagens mais fascinantes do grupo, e de longe a mais versátil. Existem ainda muitos elementos que passam algo despercebidos dentro do jogo, mas onde o Gengibre desenvolve um excelente trabalho de identidade, como o facto de o Sid ter um diário que contém informação valiosa com mapas, segredos, personagens, bebidas secretas, técnicas marciais diversas e muitas outras informações pelas quais muita gente estaria disposta a matar!
Conquistou o título de “Implacável” por ter decidido não deixar viver o pérfido Malvin Draga, em Everlund. Foi ainda agraciado com o baptismo de “Gigante de Moradin”, conferido pelos anões de Khankrauser Wyvernrage quando decidiu ajudá-los na Batalha dos Titãs contra as forças de Reitheillaethor.
É um homem ambicioso, cheio de engenho e que faz do Caos a sua disciplina – algo que não se limita a pregar, mas sim a praticar inequivocamente em cada sessão! Quando o Gengibre me pediu mais oportunidades para role-play no intuito de desenvolver ainda mais a personalidade do Sid, não hesitei em atirar-lhe uma desgraçada rapariga (tão estranha como ele próprio) para a frente, sabendo de antemão que um “espírito livre” como o Sid jamais desejaria construir um templo/mosteiro para ensinar a discípulos.
E que dizem sobre ele os companheiros de viagem?
“O Sid? É um humano que pensa que consegue ficar imortal. Acho que não bate bem da carola.. Mas isso sou só eu, claro!” – Lithlandis Stormcrow
Pois é, mas o Sid tem revelado uma habilidade extraordinária para surpreender tudo e todos, e se há uma certeza única que eu tenho quanto a esta personagem é que as pobres almas torturadas dos Silver Marches ainda vão ouvir muito sobre o homem que desceu das montanhas para dançar como um macaco e beber rum como um anão!

